amigos

Não esqueça o principal!

Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que la dentro lhe dizia:
“Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal.
Lembre-se, porem, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal…”
A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pós a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.
A voz misteriosa falou novamente:
“Você agora, só tem oito minutos.”
Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou… Lembrou-se, então, que a criança lá ficara e a porta estava fechada para sempre!
A riqueza durou pouco e o desespero, sempre.

“O mesmo acontece, por vezes, conosco. Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte: “Não se esqueça do principal!” E o principal são os valores espirituais, a vida, as amizades, o amor!!! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado… Assim, esgotamos o nosso tempo, aqui, e deixamos de lado o essencial: “Os tesouros da alma!” Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa breve e que a morte chega de inesperado. E quando a porta desta vida se fechar para nos, de nada valerão as lamentações”.

Que tipo de pessoas vivem neste lugar?

Conta uma popular lenda do Oriente, que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoas vive neste lugar?
– Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem? – Perguntou pôr sua vez o ancião.
– Oh! Um grupo de egoístas e malvados – replicou-lhe o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho replicou:
– A mesma coisa você haverá de encontrar pôr aqui.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoas vive pôr aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
– Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
– Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste pôr ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará pôr aqui. – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar resposta tão diferente à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
– Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares pôr onde passou, não poderá encontrar outra coisa pôr aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos.

A Forca

“Havia um homem muito rico, tinha grandes fazendas, carros, vários empregados e muito dinheiro. Tinha um único filho que ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos.
O que ele mais gostava era fazer festas e estar com seus amigos. Seu pai sempre advertia, falando que esses amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer e depois o abandonariam. O filho não dava a mínima atenção aos conselhos de seu pai.
Um dia o velho pai, já avançado na idade disse os seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro dele, fez uma forca e junto a ela uma placa com os dizeres: “Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai”.
Mais tarde chamou o filho e o levou até o celeiro e disse:
– Meu filho, eu já estou velho e em breve você assumirá tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos, irá vender os animais e os bens para se sustentar e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você. E quando você não tiver mais nada, vai arrepender-se amargamente de não ter me dado ouvidos. É por isso que eu construí esta forca, sim, ela é para você, quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.
O jovem riu, achou absurdo, mas para não contrariar o pai prometeu e pensou que jamais isso iria acontecer.
O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu amigos e a própria dignidade. Desesperado e aflito começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:
– Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, não estaria nesta situação. Mas agora é tarde demais!
Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava, a passos lentos se dirigiu até lá e entrando viu a forca e a placa empoeirada e disse:
– Eu nunca segui as palavras de meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos desta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.
Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço e disse:
– Ah, se eu tivesse uma nova chance.
E então pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta. Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente, o rapaz caiu no chão e sobre ele caíram jóias, esmeraldas, diamantes, ouro, a forca estava cheia de pedras preciosas e um bilhete que dizia:
– ESSA É A SUA NOVA CHANCE, EU TE AMO MUITO. SEU PAI!!!”

Lençóis sujos

“Um casal, recém casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.
Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha, que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
– Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
– Nossa vizinha continua pendurando lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
Assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:
– Veja, ela aprendeu a lavar roupas. Será que a outra vizinha ensinou? Porque eu não fiz nada!
O marido calmamente respondeu:
– Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!”

“E assim é… Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir, verifique seus próprios defeitos e limitações. Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Só assim poderemos ter noção do real valor de nossos amigos. Lave sua vidraça. Abra sua janela.”

Você é Importante

Ele estava na primeira 3ª série em que eu lecionei na escola Saint Mary’s em Morris, Minn. Todos os 34 alunos eram importantes para mim, mas Mark Eklund era um e um milhão.

Muito bonito na aparência, mas com aquela atitude “é bom estar vivo” que fazia mesmo uma travessura interessante.

Mark falava incessantemente. Eu tinha de lembrá-lo a toda hora que conversar sem pedir licença não era permitido.

O que me impressionava muito, porém, era sua resposta sincera toda vez que eu precisava chamar sua atenção pelas travessuras — “Obrigado por me corrigir, Irmã!”.

Eu não sabia o que fazer disto, mas ao invés me acostumei a ouvir esta frase muitas vezes ao dia.

Uma manhã eu já estava perdendo a paciência quando o Mark falava repetitivamente, e eu cometi um erro de professor principiante. Olhei para o Mark e disse — “Se você disser mais uma palavra, eu taparei sua boca com fita adesiva!”.

Passaram-se dez segundos quando Chuck deixou escapar — “O Mark está conversando de novo.” Eu não havia pedido a nenhum dos alunos para me ajudar a cuidar do Mark, mas como dei o aviso da punição na frente de toda a classe, eu devia tomar uma atitude.

Eu lembro a cena como se fosse hoje.

Eu caminhei até a minha mesa, deliberadamente abri minha gaveta, e peguei um rolo de fita adesiva. Sem dizer uma palavra, fui até a mesa do Mark, destaquei dois pedaços de fita e fiz um X sobre a boca dele.

Voltei, então, para a frente da sala de aula. Assim que olhei para o Mark para ver o que estava fazendo, ele piscou para mim. Isto foi o suficiente!! Eu comecei a rir. A turma aplaudiu assim que retornei a mesa do Mark, removi a fita, e encolhi meus ombros. Suas primeiras palavras foram- “Obrigado por me corrigir, Irmã.”

Recebi uma proposta para assumir uma turma de 1º grau de matemática no final do ano. Os anos passaram, e antes que eu soubesse, Mark estava na minha turma novamente. Ele estava mais bonito que nunca e tão educado.

Uma vez que teria de escutar atentamente minhas explicações na “nova matemática”, ele não falou tanto na nona série, como fez na terceira. Numa Sexta-feira, as coisas não pareciam boas. Havíamos trabalhado duro a semana toda em cima de um conceito matemático, eu senti que os alunos estavam tensos, frustrados com eles mesmos, e nervosos uns com os outros. Eu tinha de parar este mau humor antes que fugisse do meu controle. Então pedi a eles que listassem os nomes dos colegas de classe em duas folhas de papel, deixando um espaço entre cada nome. Daí eu disse a eles para pensarem na coisa mais legal que eles poderiam dizer sobre cada um dos seus colegas e escrever na lista. Isto levou o restante do período de aula para terminar esta tarefa, e à medida que iam deixando a sala, cada um foi me entregando suas listas.

O Charlie sorriu. O Mark disse -“Obrigado por me ensinar Irmã. Tenha um bom final de semana.”

Naquele Sábado, escrevi o nome de cada aluno numa folha separada, e listei o que os outros haviam escrito sobre cada indíviduo. Na Segunda-feira eu entreguei as listas para cada um dos alunos. Logo, toda a sala estava sorrindo. “Mesmo?” Eu ouvi um sussuros. “Eu nunca pensei que eu significasse tanto para alguém!” “Eu não sabia que outros gostavam tanto de mim.”

Ninguém nunca mais mencionou sobre estes papéis em sala de aula. Nunca soube se eles discutiram sobre o assunto depois da aula, ou com seus pais, mas não importava. O exercício atingiu o seu objetivo. Os alunos estavam felizes com eles mesmos e com os outros novamente.

Aquele grupo de estudantes seguiu caminho. Vários anos mais tarde, depois de retornar das minhas férias, meus pais se encontram comigo no aeroporto. No caminho de volta para casa, minha mãe me fez as perguntas usuais sobre a viagem, o tempo, minhas experiências em geral. Houve uma pausa na conversa.

Minha mãe deu uma olhada para meu pai e disse: – “Pai?” Meu pai limpou a garganta como sempre fez antes de dizer algo importante. “Os Eklunds ligaram ontem à noite,” ele começou. “Mesmo?” eu disse. “Eu não soube deles por anos. Eu fico imaginando como está o Mark.”

O meu pai respondeu em baixo tom – “Mark foi morto no Vietnam. O funeral é amanhã, e os pais dele gostariam que você fosse.”

A partir deste dia, eu marquei o ponto exato da freeway I-494 quando o meu pai me deu a notícia sobre o Mark. Eu nunca havia visto um militar num caixão antes. Mark estava tão bonito, tão maduro. Tudo o que pude pensar naquele momento foi: – “Mark, eu daria todas as fitas adesivas do mundo se você pudesse falar comigo.”

A igreja estava cheia de amigos do Mark. A irmã do Chuck cantou “The Battle Hymn of the republic.”

Por que teve de chover no dia do funeral? Já era difícil o suficiente estar ao lado da sepultura. O pastor recitou as orações normais e o trompete soou.

Um a um aqueles que amavam Mark aproximaram-se do caixão pela última vez e o borrifaram com água benta. Eu fui a última a abençoar o caixão.

Enquanto eu estava ali, um dos soldados que carregava um manto se aproximou e perguntou – “Você foi professora de matemática do Mark?”

Eu concordei e continuei a olhar o caixão. “Mark falava muito sobre você.” ele disse.

Depois do funeral, a maior parte dos colegas de Mark dirigiram-se para a fazenda de Chuck para o almoço. Os pais do Mark estavam lá, obviamente esperando por mim. “Nós queremos lhe mostar algo” disse o pai, tirando a carteira dele do bolso. “Eles acharam isto com o Mark quando ele foi morto. Achamos que você reconheceria.”

Abrindo a carteira, ele cuidadosamente removeu duas folhas de caderno bem velhas que foram obviamente remendadas com fita, dobrados e desdobrados muitas vezes. Eu já sabia, sem ter de olhar para elas, que se tratava daqueles papéis onde eu listei as coisas boas que cada um dos colegas do Mark haviam escrito sobre ele.

“Muito obrigado por fazer isso.” disse a mãe de Mark. “Como você pode ver, Mark apreciou muito.

“Os colegas do Mark começaram a se aproximar de nós. Charlie sorriu timidamente e disse – “Eu ainda tenho a minha lista. Está na primeira gaveta da minha escrivaninha em casa.”

A esposa do Chuck disse – “O Chuck me pediu para colocar a lista dele no nosso álbum de casamento.”

“Eu tenho a minha também.” disse Marilyn. “Está no meu diário.”

Então Vicki, uma outra colega, pegou a sua lista toda amassada do bolso e a mostrou para o grupo. “Eu sempre a carrego comigo.” disse Vicki sem mover um cílio. “Eu acho que todos nós guardamos nossas listas.

“Foi quando então, eu realmente sentei e chorei. Eu chorei por Mark e por todos seus amigos que nunca o veriam novamente.”