amizade

Bagagem da vida

À medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando…
Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, coisas que você pensa que são importantes.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais… Então você pode escolher:
Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem. Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem.
Ou pode aliviar o peso, esvaziar a mala.
Mas, o que tirar?
Você começa tirando tudo para fora. Veja o que tem dentro:
Amor, Amizade… Nossa! Tem bastante. Curioso, não pesa nada.
Tem algo pesado. Você faz força para tirar… Era a Raiva, como ela pesa!
Aí você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, o Medo, o Pessimismo.
Nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala.
Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo aparece um Sorriso, sufocado no fundo da bagagem.
Pula para fora outro Sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade.
Então você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a Tristeza.
Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante.
Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o bom e velho Humor.
Tire a Preocupação também. Deixe-a de lado, depois você pensa o que fazer com ela.
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo.
Mas, pense bem o que vai colocar lá dentro de novo, hein?
Agora é com você!

Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você o permita

“O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal…
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
– Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
– Sim, infelizmente é sempre assim.
– E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
– Sim, sou.
– Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
– Porque não quero que ele decida como eu devo agir”.

Nós somos nossos “próprios donos”. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau-humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.

Lenda Árabe

“Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro. O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:
“Hoje, o meu melhor amigo deu-me uma bofetada no rosto”.
Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu numa pedra:
“Hoje, meu melhor amigo salvou minha vida”.
O outro amigo perguntou:
– Por que, depois que te magoei, escreveu na areia e agora, escreves na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
– Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e o perdão se encarreguem de apagar a lembrança. Por outro lado quando nos acontece algo grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória do coração onde vento nenhum em todo o mundo poderá apagá-lo”.

Só é necessário um minuto para que simpatize com alguém, uma hora para gostar de alguém, um dia para querer bem a alguém, mas precisa de toda uma vida para que possa esquecê-lo. Nós conhecemos as pessoas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem em nossa vida.

O lenhador e a raposa

“Existia um lenhador que acordava pela manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha. Esse lenhador tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. Todas as noites, ao retornar, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem e, portanto, não era confiável e que quando ela sentisse fome, comeria a criança.
O lenhador sempre contrariando os vizinhos, falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. E os vizinhos sempre diziam:
– Lenhador, abra os olhos, a raposa vai comer seu filho. É só sentir fome.
Um dia, o lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado, ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada. Ele suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça da raposa, matando-a. Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranqüilamente, e ao lado do berço, uma cobra morta”.

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito. Siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar, nunca tome decisões precipitadas.

Você é Importante

Ele estava na primeira 3ª série em que eu lecionei na escola Saint Mary’s em Morris, Minn. Todos os 34 alunos eram importantes para mim, mas Mark Eklund era um e um milhão.

Muito bonito na aparência, mas com aquela atitude “é bom estar vivo” que fazia mesmo uma travessura interessante.

Mark falava incessantemente. Eu tinha de lembrá-lo a toda hora que conversar sem pedir licença não era permitido.

O que me impressionava muito, porém, era sua resposta sincera toda vez que eu precisava chamar sua atenção pelas travessuras — “Obrigado por me corrigir, Irmã!”.

Eu não sabia o que fazer disto, mas ao invés me acostumei a ouvir esta frase muitas vezes ao dia.

Uma manhã eu já estava perdendo a paciência quando o Mark falava repetitivamente, e eu cometi um erro de professor principiante. Olhei para o Mark e disse — “Se você disser mais uma palavra, eu taparei sua boca com fita adesiva!”.

Passaram-se dez segundos quando Chuck deixou escapar — “O Mark está conversando de novo.” Eu não havia pedido a nenhum dos alunos para me ajudar a cuidar do Mark, mas como dei o aviso da punição na frente de toda a classe, eu devia tomar uma atitude.

Eu lembro a cena como se fosse hoje.

Eu caminhei até a minha mesa, deliberadamente abri minha gaveta, e peguei um rolo de fita adesiva. Sem dizer uma palavra, fui até a mesa do Mark, destaquei dois pedaços de fita e fiz um X sobre a boca dele.

Voltei, então, para a frente da sala de aula. Assim que olhei para o Mark para ver o que estava fazendo, ele piscou para mim. Isto foi o suficiente!! Eu comecei a rir. A turma aplaudiu assim que retornei a mesa do Mark, removi a fita, e encolhi meus ombros. Suas primeiras palavras foram- “Obrigado por me corrigir, Irmã.”

Recebi uma proposta para assumir uma turma de 1º grau de matemática no final do ano. Os anos passaram, e antes que eu soubesse, Mark estava na minha turma novamente. Ele estava mais bonito que nunca e tão educado.

Uma vez que teria de escutar atentamente minhas explicações na “nova matemática”, ele não falou tanto na nona série, como fez na terceira. Numa Sexta-feira, as coisas não pareciam boas. Havíamos trabalhado duro a semana toda em cima de um conceito matemático, eu senti que os alunos estavam tensos, frustrados com eles mesmos, e nervosos uns com os outros. Eu tinha de parar este mau humor antes que fugisse do meu controle. Então pedi a eles que listassem os nomes dos colegas de classe em duas folhas de papel, deixando um espaço entre cada nome. Daí eu disse a eles para pensarem na coisa mais legal que eles poderiam dizer sobre cada um dos seus colegas e escrever na lista. Isto levou o restante do período de aula para terminar esta tarefa, e à medida que iam deixando a sala, cada um foi me entregando suas listas.

O Charlie sorriu. O Mark disse -“Obrigado por me ensinar Irmã. Tenha um bom final de semana.”

Naquele Sábado, escrevi o nome de cada aluno numa folha separada, e listei o que os outros haviam escrito sobre cada indíviduo. Na Segunda-feira eu entreguei as listas para cada um dos alunos. Logo, toda a sala estava sorrindo. “Mesmo?” Eu ouvi um sussuros. “Eu nunca pensei que eu significasse tanto para alguém!” “Eu não sabia que outros gostavam tanto de mim.”

Ninguém nunca mais mencionou sobre estes papéis em sala de aula. Nunca soube se eles discutiram sobre o assunto depois da aula, ou com seus pais, mas não importava. O exercício atingiu o seu objetivo. Os alunos estavam felizes com eles mesmos e com os outros novamente.

Aquele grupo de estudantes seguiu caminho. Vários anos mais tarde, depois de retornar das minhas férias, meus pais se encontram comigo no aeroporto. No caminho de volta para casa, minha mãe me fez as perguntas usuais sobre a viagem, o tempo, minhas experiências em geral. Houve uma pausa na conversa.

Minha mãe deu uma olhada para meu pai e disse: – “Pai?” Meu pai limpou a garganta como sempre fez antes de dizer algo importante. “Os Eklunds ligaram ontem à noite,” ele começou. “Mesmo?” eu disse. “Eu não soube deles por anos. Eu fico imaginando como está o Mark.”

O meu pai respondeu em baixo tom – “Mark foi morto no Vietnam. O funeral é amanhã, e os pais dele gostariam que você fosse.”

A partir deste dia, eu marquei o ponto exato da freeway I-494 quando o meu pai me deu a notícia sobre o Mark. Eu nunca havia visto um militar num caixão antes. Mark estava tão bonito, tão maduro. Tudo o que pude pensar naquele momento foi: – “Mark, eu daria todas as fitas adesivas do mundo se você pudesse falar comigo.”

A igreja estava cheia de amigos do Mark. A irmã do Chuck cantou “The Battle Hymn of the republic.”

Por que teve de chover no dia do funeral? Já era difícil o suficiente estar ao lado da sepultura. O pastor recitou as orações normais e o trompete soou.

Um a um aqueles que amavam Mark aproximaram-se do caixão pela última vez e o borrifaram com água benta. Eu fui a última a abençoar o caixão.

Enquanto eu estava ali, um dos soldados que carregava um manto se aproximou e perguntou – “Você foi professora de matemática do Mark?”

Eu concordei e continuei a olhar o caixão. “Mark falava muito sobre você.” ele disse.

Depois do funeral, a maior parte dos colegas de Mark dirigiram-se para a fazenda de Chuck para o almoço. Os pais do Mark estavam lá, obviamente esperando por mim. “Nós queremos lhe mostar algo” disse o pai, tirando a carteira dele do bolso. “Eles acharam isto com o Mark quando ele foi morto. Achamos que você reconheceria.”

Abrindo a carteira, ele cuidadosamente removeu duas folhas de caderno bem velhas que foram obviamente remendadas com fita, dobrados e desdobrados muitas vezes. Eu já sabia, sem ter de olhar para elas, que se tratava daqueles papéis onde eu listei as coisas boas que cada um dos colegas do Mark haviam escrito sobre ele.

“Muito obrigado por fazer isso.” disse a mãe de Mark. “Como você pode ver, Mark apreciou muito.

“Os colegas do Mark começaram a se aproximar de nós. Charlie sorriu timidamente e disse – “Eu ainda tenho a minha lista. Está na primeira gaveta da minha escrivaninha em casa.”

A esposa do Chuck disse – “O Chuck me pediu para colocar a lista dele no nosso álbum de casamento.”

“Eu tenho a minha também.” disse Marilyn. “Está no meu diário.”

Então Vicki, uma outra colega, pegou a sua lista toda amassada do bolso e a mostrou para o grupo. “Eu sempre a carrego comigo.” disse Vicki sem mover um cílio. “Eu acho que todos nós guardamos nossas listas.

“Foi quando então, eu realmente sentei e chorei. Eu chorei por Mark e por todos seus amigos que nunca o veriam novamente.”