paz

Vale dos sentimentos

Era uma vez um lugar chamado Vale dos Sentimentos. Lá moravam todos os sentimentos do mundo, cada qual com seu nome: Alegria, Riqueza, Sabedoria, Determinação… Apesar de serem tão diferentes, se davam muito bem. Até os sentimentos como Orgulho, Tristeza e Vaidade não tinham problemas entre si.Mas era lá no fundo do vale, na última das casinhas, que morava o mais bonito dos sentimentos: o Amor! Ele era tão bom que quando os outros sentimentos chegavam perto dele, ficavam mudados porque eles sabiam que, dentre eles, o Amor era melhor! Porém, no mesmo vale, num lugar mais afastado havia um castelo! E lá também morava um sentimento, só que não tinha nadinha de bom… Era a Raiva! A Raiva, de tão ruim que era, não gostava dos moradores do vale! Por isso, quando acordava de mau humor, fazia de tudo para estragar a beleza do lugar. Certo dia teve uma idéia. Foi até o calabouço e preparou a poção mais esquisita e estraga-prazeres de que se teve notícia! A fumaça da poção tomou conta do vale e se transformou numa tempestade como nunca se tinha visto antes. Quando o vale se encheu de raios, chuva e vento, todos correram para se proteger. O Egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando todos para trás.
A Alegria deu risada de alívio por ter se salvado rapidinho. A Riqueza recolheu tudo que era seu antes de se abrigar! A Tristeza, a Sabedoria, a Vaidade, todos conseguiram chegar em suas casas a tempo!
Todos, menos o Amor. Ele estava tão preocupado em ajudar os outros sentimentos que acabou ficando para trás. Então uma coisa aconteceu! Um raio bem forte caiu sobre o vale atingindo o Amor.
A Raiva deu sua tarefa por cumprida e foi dormir. Quando a tempestade passou, os sentimentos puderam abrir as janelas aliviados. Mas ao saírem eles sentiram uma coisa diferente no ar. Algo que nunca tinham sentido antes. Foi então que eles viram o que tinha acontecido com o Amor.
– Ele não se mexe!
– Ta tão parado que até parece que… Morreu!
A Tristeza se pôs a chorar! O Orgulho não aceitava. Disse que era mentira!
A Riqueza falou que era um desperdício! E a Alegria, pela primeira vez, não sorriu!
Foi aí que uma coisa estranha começou a acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças, porque sem o Amor para uni-los, as diferenças apareceram! A situação já estava bem ruim quando eles repararam que estavam sendo observados. Alguém que eles nunca tinham visto ali antes. Então, o estranho se ajoelhou na frente do Amor, tocou-o calmamente e ele abriu os olhos!
– Ele não morreu! O Amor não morreu! – gritaram os outros sentimentos.
Foi aí que todos souberam o nome do estranho: o Tempo. E comemoraram, porque o Amor estava vivo e porque não há nada que acabe com o Amor, tendo o Tempo ao seu lado para ajudá-lo. E a Paz e a Harmonia voltaram ao Vale dos Sentimentos. Sabe o que aconteceu com o Amor e com o Tempo? Eles se casaram e tiveram três filhos: Experiência, Perdão e Compreensão, que moram lá no fundinho do coração!
“Quando procuramos o bem nas outras pessoas descobrimos o que há de melhor em nós mesmos”.

O Sábio

“Conta a lenda, que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre. E o homem não poupou insultos…. Chegou até a jogar algumas pedras em direção ao sábio, cuspiu e gritou todos os tipos de ofensas. Durante horas ele fez de tudo para provocá-lo, mas o sábio permaneceu impassível. No final da tarde, já exausto e sentindo-se humilhado, o homem deu-se por vencido e foi embora…
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. Aí o mestre perguntou:
– Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?
– A quem tentou entregá-lo. Respondeu um dos discípulos.
– O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava! A sua paz interior e o seu equilíbrio emocional dependem exclusivamente de você. Ninguém pode lhe tirar. Só se você permitir”.