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O ponto negro

Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago.

Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.

O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.

Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.

Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.

O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:

– Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.

Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.

Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.

Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.

Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:

– Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós.

Ninguém na sala falou sobre a folha em branco.

Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.

Assim acontece em nossas vidas.

Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.

A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.

Temos motivos para comemorar sempre!

A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!

O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.

Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

Pense nisso!

Tire os olhos dos pontos negros de sua vida.

Aproveite cada bênção, cada momento que o Criador te dá.

Tranqüilize-se e seja … FELIZ!

E que a cada início de semana, você tenha NOVA FOLHA EM BRANCO, para que possamos escrever a nossa história sem pontos negros!!!

A vaca foi para o brejo

Certa vez, Mestre & Discípulo peregrinavam por distantes pastagens quando um dia encontraram acolhida em um casebre habitado por uma família muito simpática mas que sobrevivia em condições de miséria. Embora fossem boas pessoas, seus recursos materiais eram aparentemente limitados, a pobreza era o seu cotidiano e mal se sustentavam graças a uma única e magrela vaca a qual fornecia o leite que servia de alimento e o pouco que sobrava era vendido por uns trocados.
Na hora de partirem, o Discípulo apiedado da situação daquelas pessoas, perguntou ao Mestre se algo podiam fazer por eles.
O Mestre em sua sabedoria disse:
– Jogue a vaca no precipício….
– Mas Mestre… – interpelou o Discípulo.
– Jogue a vaca no precipício…. ou suma com ela! – Reiterou o Mestre.
O discípulo, sem compreender a intenção do Mestre, cumpriu seus desígnios ainda que muito contrariado.
E assim, a vaca foi para o brejo, ou seja, sumiu. E a família ficou sem ela.
Os anos se passaram. Desde aquele incidente o Discípulo não mais tivera paz em seus dias, sentindo remorso por ter privado aquela família bondosa de sua única fonte de sobrevivência.
No intuito de se redimir e obter o perdão, o Discípulo resolveu então voltar àquela erma região e encontrar aquelas pessoas que com as quais havia cruzado o caminho e interferido em suas vidas de forma tão brusca.
Mas, para seu espanto, o Discípulo não conseguiu reconhecer a região. Onde antes havia uma região árida, encontrou terras cultivadas. Próximo de onde era o casebre, um palacete.
Sua angústia tornou-se então ainda maior. Supôs que a família fora obrigada a vender a casa e o terreno, visto que não tinham mais a vaca para sobreviver.
Decidido então encontrar pistas do paradeiro daquela pobre família, o Discípulo resolveu interrogar os novos moradores.
Aproximou-se da bela casa e encontrou seus proprietários na piscina, divertindo-se.
O discípulo então levou o maior susto: Eram as mesmas pessoas, aquela “mesma” família que antes encontrara, agora com aparência mais saudável e feliz.
Sem nada entender, o discípulo perguntou pelo milagre ocorrido naquele lugar.
– Que milagre que nada – respondeu o pai de família, com sorriso no rosto. – Certo dia, quando acordamos descobrimos que aquela nossa vaca, da qual tirávamos nossa sobrevivência, havia desaparecido. Diante disso, arregaçamos as mangas em busca de novas soluções, trabalhamos muito, voltamos a estudar e criar formas alternativas de produção e fomos ao longo do tempo prosperando e hoje somos donos de todas essas terras que nos cercam… Tudo isso começou depois que a vaca foi para o brejo… No dia em que deixamos a acomodação de lado e decidimos agir e viver a plenitude de nossas potencialidades!!!
E o Discípulo, então, compreendeu a sabedoria do Mestre.