tempo

O sapato

Um dia um homem já de certa idade abordou um ônibus. Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. A porta se fechou e o ônibus saiu; então ficou impossível recuperá-lo.

O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.

Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou:
– Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?

O homem prontamente respondeu
– De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los. Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.

O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente para possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.

Perdemos coisas o tempo todo. A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.

Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.

Arriscando tudo

Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Eis que ele chegou a uma cabana velha, desmoronando, sem janelas, sem teto.  O homem andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico. Olhando ao redor, viu uma velha bomba de água, bem enferrujada.

Ele se arrastou até ali, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar.  Nada aconteceu.

Desapontado, caiu prostrado, para trás. E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa.

Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:

“Você precisa primeiro preparar a bomba com toda água desta garrafa, meu amigo. Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir.”

O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água.

De repente, ele se viu num dilema. Se bebesse aquela água, poderia sobreviver. Mas se despejasse toda aquela agua na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá do fundo do poço, toda água que quisesse.  Ou talvez não. Que deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a agua da velha garrafa e desprezar a mensagem?  Deveria perder toda aquela água, na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não sabia quando?  Com relutancia, o homem despejou toda a água na bomba.  Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear…  e a bomba pôs-se a ranger e chiar sem fim. E nada aconteceu.  E a bomba foi rangendo e chiando. Então, surgiu um fiozinho de água; depois,um pequeno fluxo e finalmente, a água jorrou com abundância.  Para alivio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente.  Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.

Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante.

Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota:

“Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta.”

Várias lições preciosas podemos extrair desta estória:
Quantas vezes temos medo de iniciar um novo projeto pois este demandará um enorme investimento de tempo, recursos, preparo e conhecimento?
Quantos ficam parados satisfazendo-se com resultados medíocres, quando poderiam conquistar significativas vitórias?

Vida (Mário Quintana)

“Não coma a vida com garfo e faca.
Lambuze-se !
Muita gente guarda a vida para o futuro.
Mesmo que a vida esteja na geladeira,
se você não a viver, ela se deteriorará.

É por isso que tantas pessoas se sentem emboloradas na meia-idade.

Elas guardam a vida,
não se entregam ao amor,
ao trabalho, não ousam,
não vão em frente.

Não deixe sua vida ficar muito séria,
saboreie tudo o que conseguir:
as derrotas e as vitórias,
a força do amanhecer e a poesia do anoitecer.

Com o tempo,
você vai percebendo que para se feliz
você precisa aprender a gostar de si,
a cuidar de si e,
principalmente,
a gostar de quem também gosta de você.”

Biscoitos roubados

Certo dia, uma moça estava a espera de seu vôo na sala de embarque de um aeroporto.
Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos.
Então, ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem.
Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ela pensou para si: “Mas que cara de pau. Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse…”
A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo a deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou: “O que será que o abusado vai fazer agora? Então, o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.
Aquilo a deixou irada e bufando de raiva. Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque.
Quando sentou confortavelmente em seu assento, para surpresa dela, o seu pacote de biscoito estava ainda intacto, dentro de sua bolsa.
Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela, e já não havia mais tempo para pedir desculpas. O homem dividiu os seus biscoitos sem se sentir indignado, ao passo que isto lhe deixara muito transtornada.

“Em nossas vidas, por vezes, estamos comendo os biscoitos dos outros, e não temos a consciência de quem está errado somos nós.”

5 Minutinhos

No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse:
– Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.
– Um bonito garoto – respondeu o homem. E completou: – Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
– Melissa, o que você acha de irmos?
– Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.
Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
– Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Melissa pediu:
– Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
– Está certo!
– O senhor é certamente um pai muito paciente – comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
– O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado, quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele. Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa. Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar…

Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
Quais são as suas?
Lembre-se: nem tudo o que importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável!
Dê, hoje, a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.